
| Eloá, 15 anos, assassinada pelo ex-namorado - Informativo nº 2 |
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O que faltou à mídia destacar? Durante 100 horas, os olhos e mentes de todo o país estiveram voltados para o ABC paulista, para as janelas do apartamento As principais fontes durante e após a desastrosa operação de resgate foram: médicos e médicas, o advogado, o promotor público, o comandante da operação e especialistas em resgate de reféns. “Tenho a impressão que Lindemberg sentia-se proprietário de Eloá. Até que ponto esse é o reflexo do machismo mesmo?” Este questionamento do jornalista Chico Pinheiro no SPTV de 20 de outubro aborda um aspecto que foi praticamente ignorado pelos profissionais de mídia e pela maioria dos especialistas em comportamento cultural e psíquico entrevistados na TV e no rádio. A ênfase principal foi no momento de desequilíbrio de Lindemberg. “Pode ter uma relação com machismo, essa coisa de posse, mas também com o distúrbio do rapaz. Ele não estava bem psicologicamente. Não sei se já tinha um desequilíbrio, mas o fim do namoro desencadeou o distúrbio”, afirmou a psicopedagoga Georgia Vassimon, do Instituto Sedes Sapientiae, no SPTV. No Jornal Hoje (18/10), o psicoterapeuta Eduardo Pereira Santos , professor-doutor da Universidade de São Paulo, acredita que Lindemberg Alves “agiu impensadamente. A tolerância é muito baixa à frustração. Então, dizer não a uma pessoa dessas é provocar a sua raiva e a sua ira”. O especialista apontou também a dificuldade de negociar com uma pessoa com essas características. “É uma situação bastante difícil porque a moeda de troca é passional, é uma pessoa mentalmente perturbada que responde hora sim, hora não. Ele não tem uma resposta sempre igual.” ---Publicado no Informativo Portal Violência Contra a Mulher nº 2. |